Vai viajar? Fique atento às regras para levar seus remédios ao exterior!

1 jul 2025 | Notícias

Se você está planejando uma viagem internacional e precisa levar seus medicamentos na bagagem, é importante saber: em muitos países, a entrada com certos remédios — mesmo os comuns no Brasil, como analgésicos e antidepressivos — é cercada por regras rígidas. Alguns exigem receita médica, outros pedem autorização prévia, e há lugares onde determinadas substâncias são totalmente proibidas.

Levar o remédio errado ou sem a documentação necessária pode causar sérios problemas na chegada, como retenção do produto, multas e até detenção. Para ajudar você a evitar imprevistos, este informativo apresenta os 10 países com as leis mais severas sobre entrada de medicamentos, com orientações claras sobre o que pode ou não levar na mala.

Informe-se antes de embarcar e garanta uma viagem tranquila e segura!

1 – Japão

  • Proíbe variados medicamentos comuns, incluindo pseudoefedrina (comum em descongestionantes), Adderall, Vicks, sob pena de detenção imediata
  • Permite apenas 30 dias de uso com receita. Mais que isso requer o certificado de importação Yunyu Kakunin‑sho

2 – Arábia Saudita

  • Rigor na importação de substâncias controladas. Exige permissão oficial (autorização do Ministério da Saúde) e tradução árabe
  • Possuir quantidades pequenas pode levar à pena de morte

3 – Emirados Árabes Unidos

  • Incluem tramadol, codeína e ansiolíticos como substâncias controladas
  • Há multa alta e detenção (até seis meses) sem a aprovação prévia do Ministério da Saúde

4 – Singapura

  • Restringe codeína, tramadol, benzodiazepínicos. Permitido apenas com aprovação da HSA (Autoridade de Ciências da Saúde)
  • Possuir qualquer quantidade pode levar a até 10 anos de prisão e multa

5 – China

  • Opioides e alguns antidepressivos só entram com licença de importação
  • Lista de só 3 substâncias proibidas (tramadol, pseudoefedrina e dextrometorfano (DXM) em forma isolada), mas rigor no cumprimento

6 – Tailândia

  • Codeína, tramadol e alguns antibióticos são restritos. Importação acima de 30 dias exige licença da FDA (Food and Drug Administration) tailandesa
  • Substâncias psicotrópicas de Categoria I (potencial severo de dependência, com pouco ou nenhum uso terapêutico aceitos) são totalmente proibidas

7 – Turquia

  • Aplica o template da INCB (International Narcotics Control Board), mas não segue o limite padrão de 30 dias
  • Exige que medicamentos controlados sejam apresentados na alfândega

8 – França

  • Usa modelo INCB com limite padrão de 30 dias. Receita válida é obrigatória
  • Medicamentos listados como proibidos (ex: codeína forte) precisam de autorização especial

9 – Alemanha

  • Aplica modelo INCB, limite de 30 dias, com receita obrigatória
  • Suplementos e vitaminas mais fortes podem ser negados, mesmo para uso pessoal

10 – Egito

  • Substâncias como tramadol são proibidas sem permissão prévia do Ministério da Saúde
  • Antidepressivos podem ser confundidos com entorpecentes
  • Casos de prisão por quantidade pessoal já foram registrados

Outros exemplos incluem a Indonésia, onde Rivotril e similares são considerados narcóticos; o Qatar, onde tranquilizantes necessitam de autorização prévia; a Malásia, onde medicamentos controlados devem ser declarados com laudo médico; e a Índia, onde determinadas medicações só entram com receita legalizada e traduzida.

De uma forma geral, são dicas práticas para viajantes:

  • Sempre transporte menos de 30 dias de remédio controlado sem permissão extra (regra padrão em muitos países)
  • Leve receita médica original em inglês e, de preferência, traduzida para a língua local do destino
  • Consulte embaixadas ou autoridades sanitárias do país de destino com antecedência, para checar a necessidade de obter licenças específicas antes da viagem

*Informações obtidas a partir de consultas a sites oficiais realizadas no mês de Junho/2025. Sempre busque dados atualizados na ocasião da sua viagem.

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