Como a tecnologia nos aeroportos está transformando a experiência dos passageiros

21 ago 2025 | Notícias

Os aeroportos não são mais apenas locais de embarque e desembarque. Hoje, estão se tornando ecossistemas inteligentes, projetados para transformar a experiência dos passageiros. No mundo todo, grandes terminais estão sendo repensados, não só para expandir, mas para evoluir. As viagens do futuro prometem uma jornada muito mais rápida, inteligente e conectada dentro dos aeroportos.

E para mostrar que esse futuro já está batendo à porta, o Collinson Group, líder global em experiências em aeroportos, entrevistou mais de 12 mil viajantes em 21 países e territórios para entender como a inovação digital está influenciando essa experiência. Os resultados deste estudo revelam que novas tecnologias e automações têm aumentado a eficiência, o conforto e o bem-estar emocional dos passageiros, ao mesmo tempo em que reduzem o estresse e o desperdício de tempo, permitindo que os passageiros relaxem, explorem e até consumam mais nos aeroportos. Para conferir o relatório completo da Collinson, clique aqui.

Do check-in ao embarque: a era dos aeroportos inteligentes já começou

O mercado global de automação aeroportuária deve crescer de US$ 55,05 bilhões em 2025 para US$ 85,12 bilhões até 2033, impulsionado pelas expectativas cada vez maiores dos passageiros e pelos investimentos acelerados em infraestrutura digital. De identificação biométrica e atualizações em tempo real a sistemas totalmente automatizados de check-in e despacho de bagagens, os aeroportos estão se transformando em verdadeiros laboratórios de inovação. Enquanto a tecnologia revoluciona a jornada física, ela também redefine o que os viajantes mais valorizam.

Hoje, os passageiros passam menos tempo em filas e mais tempo relaxando, fazendo compras, aproveitando restaurantes e desfrutando de serviços premium. A expectativa é por uma experiência cada vez mais fluida e inteligente, que funcione de forma intuitiva desde o check-in até o embarque.

A transformação digital está justamente para atender a essa demanda, combinando automação, conectividade e serviços baseados em dados para reinventar a experiência de viagem. O estudo do Collinson Group destacou as tecnologias que mais impactam o dia a dia dos passageiros:

  • 73% apontam o fast track na segurança como essencial;

  • 73% usam cartões de embarque digitais dentro dos aplicativos das companhias aéreas;

  • 68% aproveitam o despacho automático de bagagens e scanners de segurança avançados.

Essas inovações são muito mais que melhorias operacionais, elas tornam a experiência muito mais agradável. Para quase metade dos passageiros, elas ajudam a reduzir o estresse (45%) e tornam a jornada mais fluida (46%), permitindo que aproveitem melhor as áreas de lazer, salas VIP, lojas e restaurantes nos aeroportos.

O futuro dos aeroportos segundo os passageiros

Olhando para frente, as expectativas dos passageiros estão cada vez mais sofisticadas. O aeroporto do futuro deverá ser fluido, intuitivo e totalmente conectado. Segundo a pesquisa, as cinco tecnologias mais esperadas pelos viajantes nos próximos 5 a 10 anos são:

  • Uma jornada totalmente biométrica, sem a necessidade de passaporte físico (40%);

  • Rastreamento inteligente de bagagens (39%);

  • Procedimentos de segurança padronizados globalmente (37%);

  • Sinalizações que se traduzam automaticamente para o idioma do passageiro (33%)

  • Inspeções de segurança preditivas, com base em avaliações de risco por inteligência artificial (31%)

Essas expectativas mostram que os passageiros estão cada vez mais abertos a experiências personalizadas e tecnológicas, que antecipem suas necessidades e eliminem incertezas durante a viagem.

Porém, para que essa evolução seja bem-sucedida, o ritmo de adoção da tecnologia precisa vir acompanhado de transparência e construção de confiança. Entre os passageiros que acreditam que os aeroportos estão avançando no ritmo certo, 85% se dizem confortáveis em compartilhar seus dados biométricos. Já entre os que acham o progresso lento, esse número cai para 69%. Isso revela um ponto-chave da questão, quanto maior a confiança na tecnologia, maior a disposição em adotá-la.

Automação nos aeroportos importa (e muito) para os negócios

Com a automação cada vez mais presente nas etapas da viagem, seus impactos vão além da eficiência operacional. Para empresas, a tecnologia se mostra uma aliada poderosa na hora de melhorar a experiência dos passageiros, e também de impulsionar a receita.

Mais tempo, menos estresse

Automatizar processos não é só uma questão de agilidade, mas também de bem-estar. Quase metade dos viajantes (49%) afirma que check-in e despacho de bagagem rápidos são essenciais para começar a relaxar no aeroporto. Quando a tecnologia funciona bem, ela elimina os obstáculos da jornada, devolvendo algo precioso: tempo.

Segundo o estudo da Collinson, 45% dos passageiros ganham entre 10 e 30 minutos com o uso da tecnologia, e 1 em cada 5 chega a ganhar até uma hora. Esse tempo extra muda tudo. Transforma a espera em oportunidade de descanso, lazer ou consumo. E isso se reflete diretamente no comportamento do passageiro.

Relaxar também gera receita

Com mais tempo livre e menos estresse, 60% dos passageiros afirmam gastar mais nos aeroportos, destaque para a Geração Z (71%) e os Millennials (67%). Entre os principais motivos, estão o tempo livre para passear, comer ou explorar (26%) e a sensação de relaxamento que leva à vontade de se mimar (25%).

O impacto é claro, 49% dos passageiros gastam mais quando estão relaxados. Esse número sobe para 57% na Ásia, 51% nas Américas e 43% na Europa, Oriente Médio e África. Nos países em destaque, como Tailândia (77%), Índia (72%) e Brasil (65%), o desejo de consumir em restaurantes, lojas ou serviços premium é ainda maior quando o ambiente favorece o bem-estar. Entre os que ganham tempo com automações no aeroporto, 55% aproveitam para comer ou beber, 46% vão às compras e 37% visitam uma sala VIP.

O valioso passageiro das salas VIP

Usuários de salas VIP são mais sensíveis às melhorias nos aeroportos e mais propensos a consumir. Segundo o estudo da Collinson, 67% desses passageiros afirmam que a automação os deixa mais inclinados a gastar, em contraste com os 40% entre os que não usam lounges. Para muitos (22%), isso acontece porque o aeroporto se torna uma parte agradável da jornada, e não apenas um meio para chegar ao destino.

Além disso, 37% dos viajantes dizem que usariam o tempo extra para visitar uma sala VIP, número que chega a 46% na Ásia-Pacífico. A demanda é ainda mais forte em mercados como Indonésia (59%), Índia (56%) e Emirados Árabes Unidos (47%), onde os terminais vêm se consolidando como espaços de lazer e lifestyle.

Esse movimento é puxado principalmente pelos passageiros mais jovens. 78% dos Millennials e 73% da Geração Z já acessaram uma sala VIP, e cerca da metade desses grupos fez isso duas ou três vezes no último ano. Essas gerações serão os influenciadores e protagonistas do futuro das experiências premium em aeroportos, e oferecer acesso a salas VIP como benefício de viagem é uma forma estratégica de fideliza-los desde cedo e garantir relevância no longo prazo.

Para o setor financeiro, o potencial é claro, criar recompensas personalizadas ligadas às viagens pode atrair novos clientes e aumentar o uso dos cartões. Ao reduzir o estresse e liberar tempo, a automação torna os passageiros mais abertos a explorar e a consumir, especialmente quando encontram experiências que combinam conveniência, conforto e exclusividade.

Fonte: Passageiro de Primeira
Foto: Canva

 

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