A África do Sul acredita em recuperar em breve o volume de visitantes brasileiros que registrou pré-pandemia. Em 2019, 80 mil passaportes do Brasil foram carimbados no país, enquanto o ano seguinte se iniciava promissor, com mais de 25 mil só no primeiro trimestre, antes de a covid-19 se tornar uma crise sanitária global. Se esse ritmo se mantivesse constante, nosso mercado provavelmente estaria no top 5 para os sul-africanos.

Diante das expectativas, a gerente do South African Tourism (SAT) para as Américas, Dinky Malikane, escolheu o Brasil como o destino de sua primeira viagem internacional desde março de 2020 pois, segundo a executiva, o País é um mercado estratégico para o destino.

Aqui ela se encontrou com a equipe da TI Comunicações, de Tati Isler, agência de representação turística que atua desde 2004 com o destino africano, para realizar o planejamento anual para o mercado brasileiro. O contrato entre o Turismo da África do Sul e a agência foi renovado, o que na visão de Dinky Malikane evidencia a importância do Brasil como emissor de turistas, apesar dos desafios no horizonte.

“O foco é a recuperação do setor de turismo sul-africano pós-pandemia. Criar os empregos que são tão necessários à economia. Para tanto, estamos investindo numa campanha global com o slogan Viva novamente. A intenção é gerar consciência e positividade encorajando consumidores a visitar a África do Sul”, afirma a gerente para as Américas do SAT.”

Para acelerar essa recuperação, precisamos muito que a rota direta entre Brasil e África do Sul seja retomada. Essas pontes entre o hemisfério sul global alargam as oportunidades. Nosso interesse nessa retomada é enorme e não vemos a hora de transformar esse interesse em conversão de reservas”, completa Dinky.

A South African Airways deixou de voar ao Brasil antes da pandemia e a Latam, que concorria na rota entre Guarulhos e Joanesburgo, também deixou o serviço em estado de espera. Enquanto esse voo direto não é retomado, o SAT busca parceria com outras companhias aéreas.

O Escritório sul-africano e a Emirates fizeram um acordo global MOU de não-exclusividade. “Isso nos permite buscar oportunidades que sejam boas para ambas as partes. A Emirates tem marcas importantes no hub que é Dubai e isso nos ajuda a conectar viajantes das Américas e da Ásia. Dito isso, estamos prontos para trabalhar com companhias aéreas que ofereçam conectividade a nossos consumidores”, justifica a executiva.

Qatar Airways, via Doha; outras companhias europeias e a TAAG, via Luanda, na Angola, são outras alternativas mencionadas pelo SAT para conectar o brasileiro.

 

Fonte: PANROTAS

Foto: Canva

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