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Desde o dia 1º de fevereiro de 2020, o Reino Unido não faz mais parte da União Europeia. O Brexit, aprovado em plebiscito em 2016, finalmente se concretizou.

Num primeiro momento, o Brexit traz insegurança jurídica para os imigrantes europeus que vivem no Reino Unido (e os emigrantes britânicos que vivem na Europa). A união alfandegária continua por um período de transição de 11 meses que, quando terminar, pode trazer uma crise de desabastecimento, um pouco de inflação e alguma desvalorização da libra.

Para brasileiros em viagens a turismo no Reino Unido, porém, o Brexit não traz nenhum impacto.

Para o turista brasileiro, não muda nada

Para quem viaja ao Reino Unido com passaporte brasileiro, o Brexit não causa nenhuma alteração significativa.

Veja:

Nada muda no controle de imigração

O Reino Unido nunca aderiu à zona européia sem fronteiras internas, o Espaço Schengen. Brasileiros sempre precisaram fazer imigração ao entrar no Reino Unido, mesmo vindo de outros países europeus. Isso continuará igual.

As exigências do Espaço Schengen nunca valeram para entrar no Reino Unido. Nos países europeus que fazem parte do Espaço Schengen, é preciso apresentar passaporte com validade de pelo menos 3 meses depois da data prevista de saída, passagem de volta, seguro-saúde no valor de 30 mil euros e prova de 65 euros por dia para se manter. Além disso, a permanência máxima é de 90 dias a cada 180 dias.

No Reino Unido nada disso é exigido. O passaporte só precisa ter validade para o tempo previsto de permanência. A permanência concedida na entrada pode chegar a 6 meses. E não há regras escritas do que é preciso levar para ser admitido no país.

A moeda não muda

Apesar de ser membro da União Europeia, o Reino Unido nunca adotou o euro. Nunca foi possível usar euros no comércio britânico. Sempre foi necessário comprar libras no Brasil, trocar euros por libras nas casas de câmbio ou fazer uso de cartões. Continuará igualzinho. Nenhuma novidade aqui.

Será que entrada no Reino Unido vai ficar mais difícil?

Sem dúvida, o Brexit aconteceu numa onda de ressentimento anti-imigrantes. Turistas de países subdesenvolvidos podem ser vistos como imigrantes clandestinos em potencial? Sim. Mas já corríamos esse risco antes do Brexit.

Quando Theresa May (a antecessora de Boris Johnson) se tornou primeira-ministra em 2016, chegou a mencionar explicitamente que pretendia passar a exigir visto para turistas brasileiros. Mas a proposta não foi adiante e nunca se falou nisso.

Em princípio, não há por que temer um endurecimento da recepção de turistas brasileiros no Reino Unido por causa do Brexit. Visitantes do Leste Europeu, que emigraram legalmente durante as duas últimas décadas, devem ser alvo do maior escrutínio, assim que o período de transição terminar.

Mas por via das dúvidas, leve para o Reino Unido os mesmos documentos que você apresentaria no Espaço Schengen. Passagem de volta, comprovante de reserva de hotéis por toda a estada (ou carta-convite do seu anfitrião, com nome, endereço, telefone e email) e outras provas de que sua viagem é de turista — passagens internas, ingressos, tours, tudo o que você tiver comprado antecipadamente.

Em resumo: não há por que temer o Brexit

Na prática, a única mudança que podemos experimentar no Reino Unido são maiores filas na imigração, quando o período de transição de 11 meses da união alfandegária terminar, e os viajantes europeus passarem a sofrer o mesmo controle minucioso que nós, não-europeus, sempre sofremos.

Não desista de viajar ao Reino Unido por causa do Brexit. Para nós, nada mudou.

Fonte: Portal Viaje na Viagem

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